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A eternidade aparenta ser presente, no frio que corre sem cessar.


Em intervalos meramente pequenos,
nas minhas veias há veneno,
e com isso permanecem esquecidos
os anseios, o que devemos enfrentar,
chorar e lamentar.

Sentimentos mesquinhos e egoístas
percorrem meu inconsciente inconsequente.
Meu organismo parece querer parar.
Mas não posso, não agora. O que é verdade? O que são mentiras?

Não posso; o sangue escorre de meu nariz.
Começo a rir.
Até onde devo ir...?
Minha cabeça gira e retorna ao lugar.

Onde estou afinal?
É onde eu realmente queria estar?
Mentiras, mentiras, mentiras.
Estou em uma teia, sem saber a hora em que a aranha chegará
e arrancará minha cabeça,
me prenderá em um casulo e me sugará lentamente.




 - Christie Nobody

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